música

quinta-feira, 18 de abril de 2013

MY PUSSY É O PODER - ALUNA PASSA EM SEGUNDO LUGAR EM MESTRADO COM PROJETO SOBRE VALESCA POPOZUDA

Por: Liza Leão

“É som de preto, de favelado, mas quando toca, ninguém fica parado”. O funk carioca, que há anos conquistou espaço na mídia e no mercado da música, virou tema para um projeto de pós-graduação, na Universidade Federal Fluminense. A pesquisa “My pussy é o poder -  a representação feminina através do funk no Rio de Janeiro: identidade, feminismo e indústria cultural”, realizada pela estudante Mariana Gomes, de 24 anos, ficou em segundo lugar em “Cultura e Territorialidades”.

Por meio do estudo, Mariana desconstrói a ideia de que o funk seria uma arma para o feminismo, através das letras de músicas de Valesca Popozuda, Tati Quebra Barraco, entre outras. Basta relembrar que recentemente, Popozuda foi escolhida como patronesse de uma turma de calouros da UFF.

A ideia para o projeto surgiu em 2008, quando Mariana ainda cursava a graduação em Estudos de Mídia, na mesma Universidade. Para realizar a pesquisas, a estudante frequentou bailes funks em lugares como Rocinha, Santa Cruz e Ladeira dos Tabajaras. O tema de sua monografia foi “Melancia, Moranguinho e Melão -  frutas estão na feira: a representação feminina do funk em jornais populares do Rio de Janeiro”. 

Na tese, a aluna quis discutir se as letras cantadas por Valesca Popozuda e outras cantoras do funk são um caso de libertação feminina ou apenas um atendimento ao mercado erótico: “Valesca se diz feminista, mas será que é mesmo?”, questiona. Segundo a aluna, as letras carregam o valor da mulher interesseira : “A cantora afirma o corpo como espaço de liberdade, mas ele pode ser uma prisão, neste caso, porque o objetivo é conseguir bens materiais. Não chega a ser uma prostituição, mas é um jogo perigoso”, finaliza